
Portuguese
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A tarde estava muito quente no Bairro Amarelo. Inês estava no café de Dona Marta com Rui. Ela tinha o caderno aberto sobre a mesa. Queria escrever uma pequena notícia para o jornal do bairro. Dona Marta atendia os clientes e observava a rua pela janela.
Tomás Vale entrou no café com o rosto preocupado. Ele cumprimentou Dona Marta e sentou-se com Inês e Rui. Tomás era o dono do cinema do bairro. Aquele cinema antigo preparava um festival de filmes portugueses. “Temos um problema sério”, disse ele. “O único exemplar do filme da abertura desapareceu.”
Inês levantou os olhos do caderno. “Quando o senhor viu o filme pela última vez?”, perguntou. Tomás explicou que um diretor português tinha enviado o filme de outro país. O cinema recebeu a caixa e guardou-a com cuidado. O filme ficou no cinema, pois a sessão de abertura seria naquela semana. Agora, porém, a caixa não estava mais lá.
Rui fez algumas perguntas sobre o cinema. Tomás respondeu com pressa e mostrou grande preocupação com o festival. Dona Marta colocou uma chávena na mesa e ficou em silêncio por um momento. Depois, lembrou-se de uma coisa. Durante a tarde, tinha visto uma pessoa jovem sair do cinema muito depressa. A pessoa parecia nervosa, mas Dona Marta não conseguira ver o rosto.
Inês escreveu tudo no caderno. Ela sabia que Tomás precisava de ajuda, mas ainda não queria acusar ninguém. Uma pessoa podia ter saído depressa por muitos motivos. Rui concordou com ela. “Primeiro, precisamos de ver o cinema”, disse Inês. Tomás explicou que o filme tinha sido guardado lá e entregou-lhes a informação necessária para começar.
Inês fechou o caderno e levantou-se. Agora sabia que o filme da abertura estava desaparecido e que tinha sido guardado pela última vez no cinema. Também sabia que uma pessoa jovem tinha saído do prédio depressa naquela tarde. Ela e Rui saíram do café com Tomás. O próximo passo era inspecionar o cinema antes de fazer qualquer acusação.
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