
Portuguese
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Na casa da fazenda, Lia olhou pela janela. O campo estava vazio. Rui tinha saído para ver o velho canal de água, mas ainda não tinha voltado. Tomás andava de um lado para o outro. Ele tentava parecer calmo, mas estava preocupado. A tempestade se aproximava depressa.
— Talvez o pai esteja no galpão — disse Tomás. Lia balançou a cabeça. — Ele disse que ia olhar o canal. Vamos procurar alguma pista. Os dois foram até a mesa de Rui. Ali, encontraram uma pasta ao lado dos óculos dele. Lia abriu a pasta com cuidado.
Dentro havia um bilhete curto. Lia leu em voz alta: “Fui para o campo. Se eu precisar de ajuda, vou dar um sinal da torre.” Tomás olhou para a velha torre no alto da colina. Ela podia ser vista de quase toda a fazenda. — É estranho ele não ter voltado — disse ele.
Nesse momento, alguém bateu à porta. Era Dona Celeste, a vizinha mais próxima. Ela entrou depressa e olhou para o céu escuro. — A tempestade está chegando muito rápido — disse. — Vocês encontraram alguma coisa? Lia mostrou o bilhete. Dona Celeste leu e ficou séria.
— Rui foi para o campo — disse Lia. — Nós vamos procurá-lo. Dona Celeste pegou o casaco. — Então eu vou com vocês. Você deve ficar perto de mim, Tomás. O chão pode ficar perigoso com a chuva. Tomás pegou uma ferramenta simples que estava perto da porta. Lia guardou a pasta de Rui com o bilhete dentro.
Os três saíram da casa juntos. Lia levou a pasta de Rui. Tomás levou a ferramenta. Dona Celeste fechou a porta e apontou para o campo aberto. O vento já mexia nas árvores. Sem perder tempo, eles seguiram naquela direção para procurar o sinal de Rui e entender a sua pista.
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