
Portuguese
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A noite chegou a Vale Claro. A praça estava mais escura do que de costume. A luz das casas parecia pequena, e o sino do vigia estava em silêncio. Lia parou no meio da praça e sentiu que alguma coisa estava errada.
Ela foi até os moradores. — Onde está meu pai? — perguntou. Artur era o vigia da aldeia. Ninguém o via desde que ele tinha ido às casas abandonadas, na beira de Vale Claro.
Tomás chegou perto da irmã. Ele olhou para a rua escura e segurou a mão dela. — Talvez ele já tenha voltado para casa — disse, mas sua voz não parecia segura. Lia olhou para a casa deles e percebeu que o pai ainda não estava lá.
Então Lia viu Dona Celeste perto da torre. A velha maga escutou a pergunta e chamou os dois. — Artur estava a buscar uma chave antiga — explicou ela. — É uma chave mágica. Ela pertence a Vale Claro e abre uma porta sob a capela.
Lia pensou no pai sozinho nas casas abandonadas. Também pensou na praça escura e no sino quieto. — Ele foi buscar a chave? — perguntou. Dona Celeste confirmou com a cabeça. Ninguém sabia o que tinha acontecido depois.
— Vamos buscar nosso pai — disse Lia a Tomás. — Não vamos apenas esperar pela polícia da aldeia. Tomás estava com medo, mas ficou ao lado dela. Juntos, eles olharam para o caminho das casas abandonadas e decidiram partir para encontrar Artur.
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