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No Hospital Santa Luzia, a manhã estava muito movimentada. Joana estudava medicina perto da sala dos médicos. Clara trabalhava na enfermagem. As duas eram amigas. De repente, o doutor Rui entrou na sala com o rosto sério. Ele foi até sua escrivaninha e pegou a chave.
O doutor abriu a escrivaninha. O envelope do pagamento dos funcionários não estava lá. O envelope era branco. Havia um pequeno ponto vermelho no selo. Rui olhou outra vez, mas não encontrou nada. A escrivaninha estava trancada antes. Por isso, ele ficou muito preocupado.
— O envelope precisa chegar ao banco antes de fechar — disse Clara. — Muitas pessoas esperam esse pagamento. Rui respirou fundo e olhou para a sala. Ele tentou lembrar a última vez que tinha visto o envelope. Então, Joana se aproximou da escrivaninha.
Sobre a mesa, havia um relógio pequeno. Joana viu a hora e ficou em silêncio por um instante. O relógio estava dez minutos adiantado em relação à hora de que Rui se lembrava. — Doutor, o relógio está dez minutos adiantado — disse ela. Rui olhou para o relógio e depois para a porta.
Clara fechou a porta da sala. — Alguém entrou aqui? — perguntou. Rui não respondeu logo. Ele não queria acusar uma pessoa sem saber o que tinha acontecido. Joana também olhou para a mesa, para a chave e para o chão. Nenhuma das três pessoas encontrou o envelope.
— Vamos procurar agora — disse Rui. — Não vamos acusar ninguém. Precisamos encontrar o envelope antes que o banco feche. Joana e Clara concordaram. Os três saíram da sala e começaram a procurar no hospital. O envelope continuava desaparecido, e a busca começava.
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