
Portuguese
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Marta esperou por Leonor e Rui no laboratório. A porta estava fechada, mas o rosto dela mostrava preocupação. Ela levou os dois até uma mesa e abriu uma gaveta. A fechadura estava quebrada. O caderno negro não estava lá.
— O caderno estava trancado nesta gaveta — disse Marta. — Ele contém informações sobre o lugar onde vive uma ave muito rara. Eu não queria que essa informação saísse daqui. Leonor olhou para a madeira, para a fechadura e para o chão. Rui ficou perto da porta e observou o corredor.
Leonor viu uma mancha de tinta negra na gaveta. Depois, percebeu que um cabo estava fora do lugar, ao lado do rádio do laboratório. Ela tocou no cabo, mas não o puxou. — Alguém mexeu aqui — disse. — Talvez tenha usado o rádio ou apenas passado por ele.
Marta respirou fundo. Ela explicou que o caderno desaparecera durante uma breve evacuação de emergência. Todos precisaram sair do laboratório por alguns minutos. Quando voltaram, a porta ainda estava fechada, mas a gaveta já tinha a fechadura quebrada. Marta só percebeu a falta do caderno depois.
Leonor examinou a mesa mais uma vez. Debaixo de uma folha, encontrou um pequeno bilhete. Nele, havia apenas uma frase: “Lembra-te do sul.” Não havia nome, data ou outra explicação. Rui leu a mensagem e olhou para Leonor. Ela guardou o bilhete com cuidado.
Os três confirmaram que o caderno fora roubado. Por enquanto, as únicas pistas físicas eram a tinta negra, o cabo deslocado e a mensagem que apontava para o sul. Leonor decidiu começar pelo laboratório. Eles fariam uma lista e perguntariam a todas as pessoas que tinham acesso ao local. A investigação estava apenas começando.
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