
Portuguese
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Dona Rosa estava atrás do balcão da padaria. Parecia preocupada. Eu conhecia bem a loja e sabia que ela guardava o dinheiro do dia em um pequeno envelope azul. Naquela manhã, porém, o envelope tinha sumido antes do meio-dia.
“Quando você viu o envelope pela última vez?”, perguntei. Dona Rosa olhou para o balcão vazio. Ela disse que ainda não sabia a hora certa. Também não lembrava se tinha visto o envelope antes ou depois de Caio chegar.
Eu fiz outra pergunta: “Quem esteve aqui hoje?” Dona Rosa respondeu que Caio entrou para pegar o pão das entregas. Ninguém mais tinha mexido no pão antes de o envelope desaparecer. Caio era o único trabalhador que tinha pegado aquele pão.
Perto do lugar vazio no balcão, vi uma pequena área molhada. A água ainda brilhava na madeira. Aquilo podia mostrar que alguém tinha movido o envelope depressa. Eu não tirei uma conclusão. Apenas observei o balcão e ouvi Dona Rosa com atenção.
Então Dona Rosa se lembrou de uma coisa. Ela tinha visto o envelope azul perto da caixa de pão. Mas ainda não sabia quando isso aconteceu. Podia ter sido antes da chegada de Caio. Também podia ter sido depois. Eu repeti a pergunta sobre a hora, e ela continuou sem certeza.
Agora eu sabia duas coisas importantes: o envelope tinha sido visto pela última vez perto da caixa de pão, e Caio era a única pessoa que tinha pegado o pão antes do desaparecimento. Ainda não sabíamos se Caio tinha levado o envelope ou se apenas o tinha movido. Por isso, eu precisava verificar mais alguns fatos.
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