
Portuguese
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Lia estava em casa, perto da janela, quando Nina começou a latir. A menina deixou o mapa que estava a reparar e abriu a porta. Um homem entregou uma carta. No envelope, havia o nome de Ferraz Tecnologia. Lia teve uma surpresa desagradável e chamou Tomás.
Tomás leu a carta em silêncio. A empresa anunciava que as obras na costa começariam dali a três dias. Lia ficou preocupada. Aquelas obras podiam mudar Vila Azul e destruir parte da comunidade. Nina cheirou o envelope e ficou junto dos dois, muito atenta.
Tomás apontou para o texto. Ele explicou que o contrato usado pela empresa não era o acordo original. Segundo ele, o documento antigo podia provar que a costa pertencia à comunidade. O acordo original e os planos da costa estavam guardados num arquivo central, mas ninguém os via há muitos anos.
Lia virou a carta e encontrou uma pequena marca azul. Ela mostrou o sinal a Tomás. Ele abriu um mapa antigo e comparou os dois desenhos. A marca era igual ao símbolo que ele tinha usado em mapas feitos muitos anos antes. Para Tomás, aquilo mostrava que a carta tinha uma ligação com a antiga rota da costa.
Tomás também contou que Rui Ferraz procurava a mesma prova. O diretor conhecia os arquivos e não queria que ninguém encontrasse o acordo original antes do início das obras. Lia entendeu que não podiam esperar. Ela guardou a carta e pediu a Tomás que levasse o mapa antigo.
Pouco depois, Lia fechou a porta de casa. Tomás caminhou ao lado dela, com o mapa protegido dentro do casaco. Nina seguiu à frente, com o focinho baixo e os olhos atentos. Os três deixaram a casa determinados a procurar o contrato original no arquivo central de Vila Azul.
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