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Lia entrou na farmácia de Dona Íris com Nilo ao seu lado. O pequeno dragão azul estava fraco e quase não conseguia andar. Seus pequenos brilhos azuis apareciam por um instante e depois sumiam. Lia ficou perto dele, muito preocupada.
Dona Íris colocou os óculos e examinou Nilo com cuidado. Ela viu a marca escura da magia de sombra. Depois, explicou que um dragão ferido por essa magia só podia ser curado com água da Fonte da Lua. Lia ouviu tudo em silêncio, mas logo decidiu agir.
— Dona Íris, posso pedir uma coisa? — perguntou Lia. — Preciso de uma garrafa resistente para levar a água. Dona Íris olhou para as prateleiras. A farmácia não tinha um recipiente vazio e adequado. Lia também não tinha dinheiro para comprar um.
Lia pensou por um momento. Então, apontou para a pequena cozinha da farmácia. — Posso ajudar a preparar pão para os trabalhadores daqui — disse ela. — Em troca, a senhora pode me dar uma garrafa de vidro resistente? Dona Íris observou o rosto sério da jovem bruxa e aceitou a proposta.
Dona Íris entregou a Lia uma garrafa de vidro limpa e resistente. — Leve esta — disse ela. — Mas não demore. O caminho pela floresta fica perigoso antes da noite. Você tem minha permissão para entrar na floresta encantada, mas precisa voltar com cuidado.
Lia guardou a garrafa e agradeceu. Agora, ela sabia que a água da Fonte da Lua era a única cura para Nilo. O dragão continuava fraco, mas ficou na farmácia sob os cuidados de Dona Íris. Lia saiu preparada para buscar a água antes que a noite chegasse.
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