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Durante os preparativos para o festival cultural, o museu estava cheio de cartazes e caixas. Lia Martins entrou na sala de arqueologia com Tomás Reis. Ela conhecia bem aquela sala. No centro, dentro de uma vitrine, ficava a Estrela de Pedra, um objeto antigo e importante para a história da região. Dona Celeste esperava por eles perto da vitrine.
Dona Celeste levantou o pano que cobria parte da vitrine e parou de repente. A Estrela de Pedra não estava ali. Por alguns segundos, ninguém falou. Tomás olhou para Lia, sem saber o que dizer. Dona Celeste aproximou o rosto do vidro. A fechadura parecia intacta, mas havia marcas novas na madeira e no metal, perto do suporte vazio.
Lia examinou as marcas com cuidado. Eram pequenas e ainda claras, como se tivessem sido feitas naquela manhã. No chão, atrás da vitrine, ela encontrou um papel dobrado. Era o programa de um sarau local, com músicas, leituras e apresentações do festival. Dona Celeste reconheceu o papel, mas disse que não o tinha colocado ali. Lia abriu o programa e viu um poema curto escrito no verso.
O poema tinha sete linhas. A primeira letra de cada linha formava a palavra “ESTAÇÃO”. Lia leu as linhas outra vez e percebeu que o poema falava de trilhos antigos, de uma plataforma vazia e de um caminho esquecido. Tomás conhecia bem a cidade e entendeu a mensagem. A próxima pista apontava para a velha estação ferroviária, perto da linha antiga.
Dona Celeste fechou a porta da sala e falou em voz baixa. A Estrela de Pedra tinha sido roubada. Ela podia chamar as autoridades, mas a inspeção do seguro do museu aconteceria em breve. Antes disso, precisava descobrir onde estava o objeto. Pediu a Lia e a Tomás que o encontrassem. Os dois aceitaram, embora Tomás parecesse preocupado com o caminho e Lia já segurasse o programa com firmeza.
Dona Celeste ficou no museu para proteger a sala e preparar a explicação necessária. Lia guardou o poema, e Tomás verificou se tinha tudo de que precisava para sair. O objeto desaparecido podia ser vendido a qualquer momento por Rui Vale, que tinha contato com compradores de antiguidades. Agora, porém, eles tinham uma direção clara. Lia e Tomás deixaram o museu e seguiram para a velha estação ferroviária, levando a primeira pista do roubo.
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